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Casa de apoio Chico do Vale recebe visita de funcionárias do IEPTB – MG

No dia 26 de novembro, as funcionárias Linds Soares, do setor de Marketing, Rafaela Vieira, do setor financeiro, e Laura Araújo, do setor de suporte, visitaram a Casa de apoio Chico do Vale, localizada na Rua Ramiro Athanásio de Souza, nº 100, no bairro Ouro Preto em Belo Horizonte. A instituição foi contemplada pelo Protesto Solidário do mês de novembro.

Associação filantrópica fundada em 2014 e registrada em 2015, a Casa de Apoio Chico do Vale é referência no programa de interiorização de refugiados, indicada pelo Padre Ronilson Braga da pastoral universitária de Roraima.

Seu propósito inicial era acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, pacientes e seus acompanhantes, em tratamento na rede hospitalar belorizontina. No entanto, desde 2018 a Casa se empenha no trabalho de acolhimento a refugiados vindos, principalmente, da Venezuela, trazidos, geralmente, pela Força Aérea Brasileira, desde Roraima.

As pessoas são acolhidas, ficam no local durante três meses, quando são integradas e inseridas no mercado de trabalho. Além disso, elas recebem ajuda para montar a casa, após saírem da instituição. Muitos, porém, retornam como voluntários, ajudando a receber os compatriotas que chegam à cidade, o que contribui com o sentimento de pertencimento e de esperança.

Segundo a coordenadora Helienice Natalina, a Nice, o trabalho que a instituição realiza é de extrema importância para essas pessoas, pois “o refúgio é um trauma, já que a mudança não foi programada, mas sim obrigada”. Ela também enfatizou que as pessoas precisam parar de dizer que os refugiados tiram o emprego dos brasileiros, pois isso não é verdade. O que acontece, segundo ela, é que eles trabalham em locais que, geralmente, as pessoas daqui não querem, como nas fazendas. Muitas dos refugiados são pessoas instruídas e possuem curso superior.

Nice nos informou também que a casa tem capacidade para 50 pessoas e que no verão a garagem funciona como dormitório para os homens.

Para a funcionária Linds Soares, o trabalho prestado pela instituição é incrível, pois o acolhimento das pessoas refugiadas faz muita diferença na vida delas. Ela disse ainda que teve conhecimento sobre diversas histórias, tristes, mas que com a acolhida são passíveis de recomeço, pois uma nova chance lhes é dada para reconstruir a vida, sendo inseridos no mercado de trabalho, recebendo apoio, o que possibilita viverem com dignidade. No entanto, o ponto mais marcante foi saber que várias crianças são deixadas pelos pais (ou tornam-se órfãs) na fronteira da Venezuela com o Brasil, devido à crise política, econômica e social, para que sejam acolhidas e consigam chegar ao lado brasileiro.

Rafaela Vieira disse ter gostado muito de participar desta edição do Protesto Solidário e de acompanhar a visita na Casa de apoio Chico do Vale. “A responsável por nos atender (Nice) é muito carismática e um exemplo de ser humano, a casa é muito agradável”, disse. Ela elogiou o trabalho realizado com os refugiados, principalmente em relação à iniciativa de procura de um lar para as crianças que perderam os pais na fronteira. São esperadas, por exemplo, no próximo ano, 50 crianças. Rafaela se sentiu agradecida pelo convite para participar da visita e parabenizou a iniciativa do Instituto de Protesto. “Espero que o Protesto Solidário continue ajudando tantas outras instituições que necessitam de atenção e solidariedade”, finalizou.

Já para Laura Araújo, o trabalho realizado pela Nice e pelos voluntários da instituição é maravilhoso. Ela disse que a Casa é muito organizada e limpa, o que se destaca devido à quantidade de pessoas que passam por lá. Laura se emocionou com as histórias contadas pela coordenadora, em relação aos diversos casos vividos pelas pessoas refugiadas que passaram pela instituição. “É emocionante ouvir as histórias que a Nice tem a contar, perceber o carinho que ela sente por todos que por ali passam, buscando abrigo. Eles recebem muito mais do que isso, recebem alimentação, apoio, utensílios, orientações e muito amor”, enfatizou.

Muito agradecida, a coordenadora disse que o valor doado pelo Instituto de Protesto será utilizado para pagar a conta de água, cuja última fatura foi de aproximadamente R$ 2.000,00, e que o restante será utilizado para comprar carne, por ser um item mais caro, que geralmente não é doado. Ela disse que a carne é oferecida uma vez ao dia e três vezes por semana, alternando com o consumo de ovo e de sardinha. Outros itens, da alimentação básica, a comunidade civil providencia.

Para que a ação se perpetue, a instituição conta com a solidariedade da sociedade civil, com doações de todas as espécies. Roupas, calçados e objetos servem para a Loja do Bem, bazar organizado pela Casa, com funcionamento no mesmo endereço, de quinta a sábado, e também para serem encaminhados ao Vale do Jequitinhonha como doação.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (31) 3418-6219 / (31) 99994-6980 e pelo perfil @_chicodovale na Rede Social Instagram.

Os projetos abraçados pelo IEPTB – MG, além de apoio financeiro, recebem e necessitam de outras formas de auxílio para a manutenção dos seus atendimentos. Todos podem contribuir para que as instituições continuem prestando um acolhimento digno e humanizado aos seus assistidos.

Que tipo de documento deseja enviar a protesto?

A legislação atual não permite o protesto de cheques e notas promissórias de forma eletrônica, recomendamos que se direcione ao cartório de protesto de posse do documento para protestá-lo.

Para localizar um cartório acesse: https://protestomg.com.br/localize.