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Pandemia e Finanças Pessoais

Luciano Gontijo
Tabelião do 1º Tabelionato de Protesto de Títulos de Conceição do Mato Dentro/MG

O ano de 2020 começou como qualquer outro com os habituais ritos da passagem. Despedidas do ano que passou, troca de votos e expectativas de que o que viesse seria melhor, aproveitadas as experiências passadas. Não demorou entretanto para que pudéssemos perceber sua singularidade, a necessidade de atitudes e posturas renovadas para poder transitar entre seus vales íngremes com a esperança de paragens seguras que permitam assimilar a perda de sonhos e o advento de de novas realidades. A pandemia que veio em ritmo galopante e se instalou trouxe a sua didática para os governantes e para o cidadão comum, lições abrangentes de todos os setores da existência humana dos quais a vida financeira não é uma exceção.

Com cerca de 67% das famílias brasileiras endividadas já no período que a precede e com percentagem significativa de desempregados e CNPJs desativados em seu curso a primeira lição nesta escola parece ser a necessidade de dar valor ao essencial. Mesmo que não tenhamos disposição de nos entreter com formulações e correntes como a do Essencialismo e do Minimalismo dispomos aqui e agora em nossa casa de meios pra começar uma mudança. Uma rápida averiguação em nossos guardados pode revelar uma quantidade surpreendente de “volume morto”, coisas que armazenamos de longa data sem consigamos usar ou ao menos justificar uma compatibilidade seu uso com a vida que levamos. Possivelmente em algum momento capturados emocionalmente pelas artimanhas do marketing e do ciclo “sou-tenho pareço” tivemos o prazer momentâneo da aquisição seguido do uso por um breve período e pelo abandono destes objetos. Bastante propalada e válida a proposição neste período da busca de equilíbrio e mais plenitude nos diversos campos de nossa vida de relação; o que vai de encontro à atitude de reduzir com inteligência e ter em nossa posse coisas que digam respeito ao que somos essencialmente e das quais possamos extrair o melhor, deixando de lado outras que tendem a se entulhar e atrair estagnação. Felizmente dispomos de sites de venda e meios similares bem eficientes para esta saudável atitude, nomeada por alguns “reduzir para prosperar”. O planeta agradece.

A escola da pandemia vem aos poucos formando seres humanos mais conscientes da necessidade de equilibrar razão e emoção, superar crenças limitantes em relação ao dinheiro e ter alinhados seus propósitos e valores com suas metas no plano das finanças pessoais. A energia financeira passa a fluir e trazer suas dádivas com aquisição de novos hábitos. Começar a elaborar um orçamento com atenção para os pequenos gastos e para despesas “invisíveis”, entender a dinâmica e os gatilhos da economia comportamental, fugir do pagamento de juros diferenciando créditos disponíveis da receita pessoal, dissentir da “religião do consumo” e da “consumoterapia”, fazer das compras um processo cuidadoso a demandar planejamento e postergações, considerar as possibilidades da renda principal associada à renda extra e passiva são promissores primeiros passos. Importante também a conscientização dos direitos que a lei nos assegura na qualidade de consumidores, bem informações preciosas contidas em bancos de dados como os disponibilizados pelos tabeliães de protesto de todo país no site Pesquisa Protesto de sua Central do Protesto (onde é possível também buscar gratuitamente e com muita eficiência receita com a recuperação de nossos créditos). No meio caminho a possibilidade de criar ativos para cada um de nossos passivos pessoais nos auto remunerando antes de dispender, alimentando nossos planos de investimento; e ao final a realização de aspirações antes impensadas com o dinheiro. O pássaro azul da felicidade costumeiramente bate suas asas e faz seu trajeto pelos ares acima de circunstâncias materiais, mas ter uma vida financeira organizada é fundamental para podermos construir o ninho onde ele se sinta à vontade na hora de pousar.

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