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Abertura de empresas tem alta de 6% no País

Brasília – O número de empresas abertas em 2020 aumentou 6% em relação a 2019. É o que mostra o boletim anual do Mapa de Empresas, divulgado ontem pelo Ministério da Economia. No ano passado, foram abertas 3.359.750 empresas no País e fechadas 1.044.696, o que deixou um saldo positivo de 2,3 milhões de empreendimentos ativos. Já o número de empresas extintas apresentou uma retração de 11,3% em relação ao ano anterior.

No total, o País fechou o ano passado com 19.907.733 empresas ativas, o que representa crescimento de 3,2% em relação ao segundo quadrimestre (maio a agosto) de 2020. Segundo a pasta, o número reflete as medidas tomadas pelo governo para facilitar a abertura de empresas em meio à pandemia da Covid-19, que levou muitas pessoas a buscarem no próprio negócio uma oportunidade para gerar renda.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados que têm mais empresas ativas, com quase 50%. O secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luís Felipe Monteiro, lembrou que a maior parte dos empreendimentos está no setor terciário.

“Nessas empresas abertas há uma predominância daquelas que atuam no setor terciário da economia, especialmente comércio e prestação de serviços, que são mais de 80% de empreendimentos ativos no segmento”, disse Monteiro.

O boletim mostra ainda que a maioria das novas empresas é de microempreendedores individuais (MEIs). Foram registrados 11.262.384 MEIs ativos até o fim do terceiro quadrimestre de 2020, dos quais 2.663.309 foram abertos em 2020. Um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2019.

De acordo com a subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato, Antonia Tallarida, os dados dos últimos anos mostram que a abertura de MEIs tem elevado a taxa total de empresas abertas. Com isso, a taxa de representação total dos MEIs tem se elevado nas medições. “Em 2019, os micro empreendedores individuais representavam 77,6% dos negócios abertos e, em 2020, a gente atingiu a marca de que 79,3% dos negócios abertos são MEIs”, disse.

Tempo médio – Entre outros pontos, o boletim apura informações relativas ao tempo médio de abertura de empresas, número de aberturas e fechamentos de empreendimentos, localização e atividades desenvolvidas.

Segundo o boletim, no terceiro quadrimestre do ano passado o tempo médio para a abertura de uma empresa foi de dois dias e 13 horas o tempo médio para a abertura de empresas no terceiro quadrimestre de 2020. Em janeiro de 2019, o tempo médio era de cinco dias e nove horas.

Entre os estados, Goiás é que apresenta o menor tempo médio para a abertura de empresas, onde é possível registrar um empreendimento em um dia e duas horas. Na sequência, aparece Sergipe, com o tempo médio de um dia e cinco horas para a abertura da empresa.

Já os estados com o maior prazo de tempo para a abertura de um empreendimento são o Rio Grande do Sul, onde se leva em média três dias e 20 horas para abrir uma empresa e s Bahia, onde se leva, em média, seis dias e 20 horas. O estado, entretanto vem apresentando uma evolução nesse prazo, diminuindo em 22 horas o prazo na comparação com o quadrimestre anterior (maio a agosto de 2020) para abrir uma empresa.

Entre as capitais, o destaque é Curitiba (PR), onde se gasta, em média, 22 horas para se abrir uma empresa. Em seguida, vem Macapá (AP), com um dia e uma hora. As capitais com maior prazo são Recife (PE), onde se leva três dias e 16 horas para abrir uma empresa, e Salvador (BA), que apresenta o prazo médio de oito dias e 17 horas para finalizar o procedimento. A capital vem melhorando a cada quadrimestre, diminuindo o prazo em 24 horas em relação ao quadrimestre anterior.

O secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin, disse que com as medidas adotadas para diminuir a burocracia, atualmente, 45,5% das empresas conseguem ser abertas em menos de um dia.

“São as (empresas) classificadas como de baixo risco, que respondem por 60% do total de registros e para as quais não existe a necessidade de obtenção de alvarás e licenças e de serviços”, explicou. (ABr)

Fonte: Diário do Comércio

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