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Mais da metade dos belo-horizontinos compra por impulso

Estudo aponta que está mais difícil manter contas em dia na cidade

Mais da metade dos consumidores de Belo Horizonte – 52,4% – faz compras por impulso, segundo pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG). Entre 2017 e o ano passado, os impulsivos passaram de 34,4% da população aos 52,4% encontrados pela entidade em 2019. Guilherme Almeida, economista-chefe da Fecomércio-MG, explica que há dois fatores principais que causam a impulsividade nas compras: o forte apelo emocional que datas comemorativas como Natal e Black Friday têm, e a falta de planejamento financeiro das famílias.

“É um grande problema que pode acarretar em descontrole orçamentário, principalmente quando o pagamento ocorre com modalidades cujos juros são altos, como o crédito”, ressalta o economista.

A assistente jurídico Victoria Barcelos, 26, conta que o principal “gatilho” para suas compras impulsivas é a facilidade de adquirir produtos pela internet. Ela explica que costuma comprar produtos baratos, como itens de decoração e roupas, mas que o hábito acaba prejudicando sua renda no final do mês. “Essa mania é péssima. Pesquiso um produto e vão aparecendo fotos, anúncios e acabo totalmente influenciada”, lamenta.

Apesar disso, o planejamento financeiro está cada vez mais comum na capital mineira. O índice cresce em média 0,6 ponto percentual anualmente em Belo Horizonte, indo de 69,6%, em dezembro de 2017, a 71,5% registrados no final do ano passado. De acordo com a pesquisa, os consumidores que conseguem seguir o planejamento financeiro são 26,7% da população de BH. Por outro lado, 44,8% dos entrevistados afirmam que até chegam a colocar seus gastos no papel, mas não conseguem cumprir com as metas acordadas.

O percentual de belohorizontinos que não faz qualquer planejamento financeiro é de 27,4%. Além disso, o estudo aponta que está mais difícil manter as contas em dia em BH. O percentual de pessoas que conseguem planejar o orçamento familiar e manter algum dinheiro no fim do mês caiu quase 7 pontos percentuais entre dezembro de 2018 e o último mês do ano passado, indo de 51,1% a 44,2%. No mesmo período, a parcela da população que consegue honrar seus compromissos, mas não consegue guardar renda, aumentou cinco pontos percentuais, pulando de 30,1% para 35% dos entrevistados.

Despesas

Os principais gastos das famílias em BH são com energia elétrica, apontado por 46,2%, seguido de alimentação, listado por 44,1%, e conta de água, por 30,2%.

Fonte: Jornal O Tempo

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