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Minuto do Protesto
25 de fevereiro de 20214 min de leitura

De cada dez empresas abertas no Brasil em 2020, oito foram MEIs

Brasil abriu 3,3 milhões de empresas em 2020, um aumento de 6% em relação a 2019 O Brasil abriu 3,3 milhões de empresas em 2020, um aumento de 6% em relação a 2019. Os números mostram o avanço...

Brasil abriu 3,3 milhões de empresas em 2020, um aumento de 6% em relação a 2019

O Brasil abriu 3,3 milhões de empresas em 2020, um aumento de 6% em relação a 2019. Os números mostram o avanço durante a pandemia dos microempreendedores individuais (os MEIs), que responderam por 79,3% dos novos CNPJs. Os MEIs representaram 56,7% das 19,9 milhões de empresas ativas no Brasil ao fim de 2020 (o número considera CNPJs ativos, não considerando se estão com atividades em funcionamento ou não). O Ministério interpreta que o crescimento dos microempreendedores decorre de fatores como uma busca por medidas emergenciais do governo (como as de crédito a empresas) e a demanda observada a partir da mudança de comportamento de consumo da população. Gleisson Rubin, secretário-adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, afirma que há evidências de mudanças no padrão de consumo influenciando a abertura de empresas, principalmente na prestação de serviços e comércio na forma de delivery (como entrega de alimentos). “É possível que vejamos fenômeno similar [à da entrega de alimentos] na prestação de serviço. No e-commmerce de maneira geral, há um movimento de substituição de lojas físicas por empresas que só funcionam no ambiente virtual”, afirmou. O comércio digital mostrou crescimento em todo o mundo após a pandemia e as medidas de distanciamento. No Brasil, estimativas do Ministério da Economia apontam que a modalidade tenha avançado mais de 40% no ano passado. Os dados mostram que o número de empresas abertas em 2020 foi puxado por comércio varejista de vestuário e acessórios; promoção de vendas; cabeleireiros, manicure e pedicure; e fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar. O Ministério da Economia avalia que a abertura de empresas mesmo em um momento de crise ocorreu graças a medidas que facilitaram o ambiente de negócios, como a expansão de atividades que dispensam alvará ou licença para funcionamento. Entre os setores que tiveram flexibilização estão o fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar, além de restaurantes e similares. As medidas foram adotadas após a aprovação da Lei da Liberdade Econômica, que flexibilizou regras para empresas. O Ministério também vê redução na burocracia para abrir empresas. O tempo para abertura de CNPJs no Brasil foi ao fim de dezembro, em média, um recorde de 2 dias e 13 horas. Houve redução de 11,6% em relação a quatro meses antes e 43% em relação ao fim de 2019. As medidas que reduziram a burocracia incluíram a simplificação do registro de empresários individuais após a Lei da Liberdade Econômica, como a implantação do registro automático do CNPJ nas Juntas Comerciais após o pedido. Também ajudou a impulsionar parte dos números de MEIs a influência do auxílio emergencial, pago mensalmente a microempreendedores. “É claro que existe . Fizemos uma análise de buscas por auxílio emergencial e MEI no Google, e teve um pico quando foi anunciado o auxílio. o número de crescimento de MEI não destoa de anos anteriores. Contribuiu, mas não é a única razão que respondeu ”, disse Antônia Tallarida, subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresa. Apesar da abertura de empresas em 2020, o crescimento de 6% no total representa uma desaceleração em relação a anos anteriores. Em 2019, houve crescimento de 20,3% nos CNPJs brasileiros. De 2017 a 2019, a média era de avanço anual de 15,8%. O mesmo é observado com relação a MEIs, que, por outro lado, tiveram um avanço maior que o das empresas em geral. Houve avanço de 8,4% nos CNPJs de MEIs no ano passado. Em 2019, o percentual era de 23,9%. De 2017 a 2019, a média era de 19,2%.
Fonte: O Tempo