O governo de Minas Gerais, na tentativa de diminuir a burocracia e os custos para inaugurar uma empresa de pequeno porte apresenta a Medida Provisória 881/19, que deverá ser votada no Congresso Nacional até 10 de setembro, quando perde a validade se não virar lei federal.
Caso o texto seja referendado na Câmara dos Deputados e no Senado a equipe econômica do governador Romeu Zema (Novo) vai apresentar um decreto para alinhar ações estaduais ao texto federal.
A MP permitirá às firmas de pequeno porte que não geram risco à saúde e ao meio ambiente iniciarem atividades antes mesmo de receberem o alvará e outros registros. A 881 ainda prevê medidas que impulsionam o setor de startups e altera parte da legislação trabalhista.
Para o Ministério da Economia, a MP tem potencial para abrir 3,7 milhões de empregos e fomentar o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil em 7% num período de até 15 anos.
“Divulgaremos uma série de ações e políticas que serão alinhadas à MP 881. O governo não só apoia como vai absorver a medida provisória como um programa de governo. Nos próximos 15 dias, vamos incluir a ação de liberdade econômica no Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), que é um conjunto de diretrizes do governo para os próximos 12 anos”, adiantou o subsecretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Fernando Passalio.
Uma das ações do governo estadual vai ser montar um batalhão de disseminadores de ações voltadas para o empreendedorismo. “Faremos eventos em todas as regiões para capacitar pessoas, os agentes locais da liberdade econômica. Queremos montar um exército de pessoas engajadas”, disse Passalio.
Paralelamente ao decreto e ao PMDI, o governo enxerga com muita simpatia o Projeto de Lei 863/19, do deputado estadual Bartô (Novo), que também alinha leis mineiras à MP.
“O PL segue os três princípios básicos da Declaração Estadual de Direitos de Liberdade Econômica. O primeiro é a liberdade no exercício de atividades econômicas. O segundo é a presunção da boa-fé, pois pressupõe-se que os agentes econômicos (empreendedores e trabalhadores) age com lisura. Nesse sentido, não se deve exigir que eles comprovem sua boa intenção, cabendo ao governo provar o contrário, se for o caso. Por fim, a intervenção mínima do Estado nas atividades econômicas, ou seja, menos burocracia”, disse o parlamentar.
A expectativa é reduzir a informalidade e os custos das empresas, já que muitos empresários ficam na informalidade em razão do elevado custo com alvarás, taxas e outras despesas. Por sua vez, entidades que representam empreendedores em Minas Gerais avaliam que a MP 881, se aprovada no Congresso Nacional como está, irá ajudar tanto no combate ao mercado informal quanto na agregação de valores a produtos e serviços.
A nova regra quer garantir a abertura de empresas de baixo risco sem necessidade de alvará para minar, ao menos, parte da informalidade.
Voltar para Notícias
Minuto do Protesto
19 de julho de 20193 min de leituraGoverno de Minas pretende editar decreto para simplificar abertura de empresas
O governo de Minas Gerais, na tentativa de diminuir a burocracia e os custos para inaugurar uma empresa de pequeno porte apresenta a Medida Provisória 881/19, que deverá ser votada no Congresso...
