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Consumo das famílias tem estabilidade

A pandemia do Covid-19 provocou inúmeras mudanças no comportamento social de todo o mundo. Por meio dela, novas formas de consumo foram adotadas, contribuindo para a manutenção de milhares de atividades. Não por acaso, as famílias estão voltando a consumir, fato que pode ser constatado na pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que apresentou uma estabilidade em julho, registrando 59,3 pontos percentuais (p.p.), contra 59,4 alcançados no mês anterior.

Elaborado mensalmente pela Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o indicador permanece, no entanto, no nível de insatisfação, ficando abaixo dos 100 pontos, fronteira que sinaliza o otimismo do consumidor.“As famílias ainda estão cautelosas com relação com consumo, optando por itens considerados essenciais para o momento. O que é justificado pelo cenário que estamos vivenciando desde o início da pandemia,” observa a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Letícia Marrara.

A estabilidade do indicador foi provocada principalmente por dois itens que compõem do ICF e que tiveram uma leve alta. São eles: o emprego atual (de 79,7 pontos em junho para 83,6 em julho) e a perspectiva profissional (de 64,0 para 66,2). Já os demais itens apresentaram uma pequena oscilação inferior aos dados obtidos na avaliação de junho: renda atual (de 70,3 para 68,7); acesso ao crédito (de 64,0 pontos para 63,7); nível de consumo (de 42,3 pontos para 41,1); perspectiva de consumo (69,9 pontos para 69,2) e intenção de consumo de bens duráveis (de 25,4 para 22,6).
Cautela – Para a analista de pesquisa, os resultados comprovam que o consumidor ainda está cauteloso com os gastos e ponderando a compra de itens que geralmente demandam maior investimento. “Essa atitude do consumidor é esperada, principalmente, pela incerteza econômica. Por isso, é tão indispensável que ele organize suas contas e fique atento para não perder o controle de sua renda”, pontua Letícia.

Em contrapartida a este cenário, a analista de pesquisa da Fecomércio MG destaca que os empresários devem focar em ações que possam atrair os clientes, como delivery, promoções e mix de produtos mais baratos. “Gradativamente, as famílias estão voltando a consumir e o empresário deve estar preparado para atender essa demanda,” explica a analista de pesquisa.

A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família, tais como a capacidade e qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego. Para elaborar a pesquisa de julho, foram entrevistadas mil famílias residentes em Belo Horizonte nos últimos dez dias de junho. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%. (As informações são da Fecomércio MG).

Fonte: Diário do Comércio

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