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Atividade da construção em minas cresce após quase sete anos

Após quase sete anos, o indicador de atividade da indústria da construção em Minas Gerais apontou crescimento do setor. Em meio aos resultados positivos, o empresariado demonstra otimismo em relação aos próximos meses. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Os dados da Sondagem Industrial de agosto mostram que a atividade de construção cresceu 3,8 pontos na comparação com julho, atingindo 50,5 pontos. Desde outubro de 2012, quando ficou em 52,7 pontos, o indicado não havia superado a barreira de 50 pontos, o que representa aumento da atividade do setor.

Confiança – Apesar do recuo de 0,6 ponto no Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) na comparação entre setembro e agosto, os empreendedores do setor permanecem com boas perspectivas em relação aos negócios e à economia.

Os números caíram de 55,7 pontos, registrados em agosto, para 55,1 pontos em setembro, sob influência da diminuição das expectativas para os próximos seis meses. No entanto, conforme ressalta a analista econômica da entidade, Daniela Muniz, o índice ainda está acima dos 50 pontos, o que revela que a confiança dos empresários do segmento ainda está presente.

Instabilidade – Os números relacionados ao setor, porém, vêm apresentando instabilidade ao longo do ano. Para se ter uma ideia, em fevereiro, o índice atingiu 62,9 pontos. Posteriormente, apresentou recuo de 12,1 pontos entre os meses de março e junho, teve melhoras em julho e agosto e caiu novamente no mês passado.

Conforme Daniela Muniz, isso se deve a um período que pode ser chamado de “lua de mel”. A economista frisa que, quando um novo presidente assume o poder, as expectativas realmente costumam subir bastante.

“A tendência natural é que posteriormente haja mesmo uma acomodação dos índices”, avalia ela.

O economista e coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, ressalta que as mudanças previstas não acontecem de uma hora para outra e que a volatilidade do índice pode ser explicada por esse cenário.

No entanto, ele frisa que o ambiente macroeconômico está muito melhor do que antes, o que ajuda a justificar as expectativas mais altas dos empresários da construção civil.

“O cenário atual está mais favorável para os negócios e para os investimentos. Temos taxas de juros mais baixas e a inflação está sob controle”, salienta ele.

O profissional também cita as reformas, como a tributária e a da Previdência, como fatores que colaboram para que surja esse ambiente mais otimista.

Mais números.- Na comparação com setembro do ano passado, o Iceicon avançou 8,7 pontos. Naquele mês, o índice havia registrado 46,4 pontos. Setembro de 2019 registrou o número mais elevado para o mês em um período de sete anos.

Daniela Muniz observa, porém, que o ano passado foi bastante tumultuado, com greve dos caminhoneiros e turbulências eleitorais. “É preciso ter cautela na avaliação dos números”, diz ela.

Já o componente de condições atuais ultrapassou os 50 pontos pela primeira vez nos últimos sete meses, atingindo os 50,4 pontos em setembro. Em relação a agosto, o incremento foi de 1,5 ponto e de 6,7 pontos na comparação com igual mês de 2018. Trata-se do maior para o mês em sete anos.

O componente de expectativas também permanece positivo em setembro, apesar da queda de 1,7 ponto em setembro na comparação com agosto. O índice caiu de 59,1 pontos em agosto para 57,4 pontos no mês passado.

Já a perspectiva dos empresários relacionada à economia do Estado apresentou queda na comparação entre agosto e setembro, que registraram 56,9 pontos e 53 pontos, respectivamente.

Em relação à economia do Brasil, as expectativas baixaram de 59,2 pontos para 58,3 pontos na mesma comparação.

Diante deste cenário, Daniel Furletti conclui que as expectativas são boas, mas que estão ancoradas em decisões governamentais que ainda deverão ser tomadas. De acordo com o profissional, as maiores perspectivas ficam para 2020.

Fonte: Diário do Comércio

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